‘Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui’ é o único curta-metragem brasileiro no Sundance Festival
Fazia tempo que Érica Sarmet se incomodava com a ausência de lésbicas no cinema. Quando estavam presentes, o filme ou série normalmente terminava em assassinato ou violência. Ou eram histórias em que havia um retorno à heterossexualidade. Ou apenas centradas em pares românticos, ou em personagens isoladas, sem uma comunidade LGBTQIA+. “Eu queria ver alguma coisa diferente. Como não tinha, fiz o meu filme”, disse Sarmet em entrevista ao Estadão. Assim nasceu Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui, o único curta-metragem brasileiro em exibição no Sundance Festival, que acontece virtualmente até dia 30. Para assistir, acesse festival.sundance.org.
No filme, Vange (a cantora Zélia Duncan) é uma mulher de meia-idade que explora timidamente a noite de Niterói quando conhece quatro jovens (Bruna Linzmeyer, Camila Rocha, Clarissa Ribeiro e Lorre Motta). Na convivência, trocam experiências. “A ideia era que essa mulher mais velha conhecesse essas jovens e houvesse uma relação horizontal, de igual para igual. Por mais que tivesse uma homenagem às mulheres que vieram antes, era importante não ser um encontro hierarquizado de gerações. Queria tornar o encontro possível na chave da alegria, do cuidado.”